Elena Landinez é uma artista visual, curadora e pesquisadora cuja prática se desdobra através do desenho, da escrita, da pintura, da colagem, das mídias digitais e da cerâmica, assim como pela criação de espaços coletivos de encontro, aprendizagem e transformação. Por meio da força das imagens, ela tece e costura comunidades artísticas, cultivando processos compartilhados de criação, reflexão e cuidado. Seu trabalho entrelaça a criação artística com processos curatoriais, práticas comunitárias e pesquisa situada, explorando as relações entre tempo e memória, mundos humanos e mais-que-humanos e a poética política da imaginação.
Movida pela água, pelos sonhos e por formas encarnadas de saber, Elena aborda a arte como uma ecologia viva de cuidado, escuta profunda e devir compartilhado. Desde 2008, ela vem tecendo comunidades artísticas, processos de residência e projetos transdisciplinares pela América e Europa, cultivando práticas de longo prazo de criação coletiva, pesquisa e a transmissão delicada do conhecimento.
Desde o 2023, ela é Art Fellow e é parte do equipe de MOTH (More-Than-Human Life Program) no Center for Human Rights and Global Justice da Universidade de Nova York (NYU). Como parte de sua bolsa, Elena desenvolveu o design de imagem e arte para o MOTH (mothrights.org). Em Março de 2025, participa do Moth Festival of Ideas, na Universidade da Universidade de Nova York, NY, onde lança seu livro autoral, e comissionado como parte de sua bolsa (do MOTH Program), intitulado Mother Other.
Originária de Barranquilla, Colômbia, mora em Salvador, Brasil.
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Minha prática artística nasce de uma escuta íntima dos fios invisíveis que conectam os mundos humano e mais-que-humano. Através de múltiplas linguagens e formas de expressão, e da criação de espaços coletivos de encontro, investigo a arte como um campo vivo de cuidado, atenção e transformação compartilhada.
Entendo a arte não como objeto, mas como processo — uma ecologia lenta de relações que se desdobra por meio da colaboração, de práticas comunitárias e de pesquisas situadas. Desde 2008, inicio e acompanho comunidades artísticas, processos de residência e projetos transdisciplinares na América e na Europa, cultivando espaços duradouros de aprendizado, criação e imaginação coletiva.
Guiada pela água, pelos sonhos e por formas encarnadas de saber, minha prática convida a escutar com os sentidos. Criar torna-se um exercício de atenção profunda ao mundo, no qual os gestos artísticos atuam como ferramentas para reatar conexões entre territórios, memórias, corpos e futuros possíveis.
Meu trabalho curatorial amplia essa visão, criando estruturas onde artistas, comunidades e instituições se encontram por meio de processos de cuidado mútuo e troca de conhecimentos. Através de exposições, publicações, oficinas e projetos de longa duração, busco abrir espaços para que novas narrativas emergam — narrativas que desafiam formas dominantes de conhecimento e imaginam modos mais justos e regenerativos de habitar o mundo.
Por fim, minha prática é um convite: desacelerar, escutar de outras maneiras e imaginar juntos outros modos de ser, criar e pertencer.

